quinta-feira, 15 de março de 2018

Soneto de Uma Marina

Há um espaço de sobra na minha frente
E uma brisa suave por toda esta baía
É um remédio para minha alma doente
Uma fogueira acesa em uma noite fria

Alguns barcos jazem sobre a branca areia
Outros - inclusive o Trindade - pacientes no mar
Um sol meio que frio apenas me clareia
E eu me dou ao luxo de até poder sonhar

Sonhar com alguns dos meus tempos idos
Será que foram aqui neste mesmo lugar?
Depois vieram outros mais cruéis e sofridos

Os quais agora nem quero mais pensar
Deixa que o barulho cante aos meus ouvidos
E que a tristeza não possa mais me matar...

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Apague O Sol

São tantas as feridas Destas e de outras vidas Que não se pode medir Perigos aqui e ali Em casa ou na rua No mundo ou na lua... Apague o sol...