Entremeio de nada.
Velocípedes de alta potência.
Cascas de laranja para o chá.
Morreu quase agora.
Nu e totalmente vestido.
Esfaqueou-se gargalhando.
Comeu peixe podre ainda ontem.
Fez sexo no festival festejando.
Bebeu água sanitária colorida.
Pinóquio já foi para o inferno.
O destino enlouquece sempre.
Qualquer passado nos suja.
Galinha frita bem doce.
Um esmola para o milionário.
Beijei Bapo bem na boca.
Milhares de cáries em procissão.
Vários conselhos de merda.
O piá nunca mais piará.
Ninguém pariu a puta.
Gatos de pedra na praia.
A formiga passeia na tela.
Não compreendo o compreensível.
Vamos estudar a ignorância.
Só vale o quanto não pesa.
Mané Zuza foi em Siracusa.
Pimenta nos olhos é colírio.
Quando peidar eu te aviso.
Quem beber vinagre é multado.
A falta de colírio é tão normal.
A fome virou o tema do dia.
Quem não corre agora morre.
É um trocadalho do carilho.
Filé com graviola emociona.
Sou um estrangeiro brasileiro.
Abriremos uma fábrica de rugas.
Bom pra tosse é creolina.
O hoje é o ontem disfarçado.
A ameixa e o jamelão dançam tango.
Bacon vegetal para canibais veganos.
Fumar papel higiênico usado é moda.
Caldo de mico faz bem pra vista.
Vamos deitar nos trilhos do trem.
A denúncia vazia é a mais vadia.
O poeta venderá muitas coxinhas.
Colecionarei coliformes fecais.
O burro xucro ensinou filosofia.
Quero capilé com muita farinha.
Entremeio de quase nada agora...






