Temos o excesso da falta...
O primeiro controle remoto
Foi no mais remoto tempo
Em que as mais pobres uvas
Eram apenas umas simples uvas...
Corra que a polícia não vem aí!
A violência plena e constante
Agora virou mais uma regra
Não é que estamos no absurdo
O absurdo sempre existiu...
Engoliram todos os rádios de pilha...
Rolaram pudins ladeira abaixo
Realidade com suas caras e bocas
Foi naquela noite que eu nasci
Que eu aprendi o que era noite...
Abaixe logo esse som, porra!
Toda o ar que agora está esfriando
Dia desses também foi quente
A barriga que ontem esteve cheia
Agora está mais do que vazia...
Os incomodados que se emudem!
Antes do pelotão todos ficam de pé
Ela passeia como se não tivesse risco
Não faremos mais pergunta nenhuma
Porque não importa nenhuma resposta...
Temos a falta do excesso...
(Extraído da obra "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).






