segunda-feira, 13 de abril de 2026

História Sem Sim 3 (Miniconto)

Para todos os que morreram, o tempo é outro. E os que chegam depois devem apenas dar o mais leve dos cumprimentos, como aqueles que não vemos faz apenas alguns minutos. 

domingo, 12 de abril de 2026

História Sem Sim 2 (Miniconto)

Melhor ficar vendendo coxinha em casa do que ficar se desesperando para vender o que se escreve para um povo que não quer saber de cultura e que fica escravo de modismos ridículos. Pronto, falei.

História Sem Sim (Miniconto)

Um história como muitas. Dezenas delas. Centenas delas. Milhares delas. Milhões certamente. Em que tempo? Em todo tempo certamente... Antes mesmo que ele fosse medido. História de não, nunca sem sim. Essa, por exemplo, é de Iara, nunca nada teve de seu mesmo e nunca terá...

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Carliniana CXXVIII ( E Aquela Nossa Tara... )

Simples traição. Traição simples.

Estética ruminante de marionetes.

Escolas feitas para desaprendermos.

Aquilo que existe de pior no mundo.

Toda aparência serve para enganar.


Estatística errada. Errada estatística.

Só podemos aquilo que não podemos.

Cada caso é apenas mais bem no final.

Não converso mais com meus botões.

É apenas um samba no caco de vidro.


Maconha caseira. Caseira maconha.

Guerras usuais para insetos devorados.

Pornografia inocente em comerciais.

Toda culpa é propriedade do frango.

Todo vencedor um dia também perderá.


Devotos incrédulos. Incrédulos devotos.

A melhor vestimenta é a própria nudez.

Coloquei fogo em Roma e toquei xaxado.

O limite da minha tristeza é o término.

Toda presunção é apenas mais presumida.


Nenhuma indício. Indício nenhum.

Todo esquecimento sempre acontece.

Lápides com enigmas desconhecidos.

Datas que não queremos lembrar mais.

Os tempos de hoje e os de ontem dançam.


E aquela nossa tara de pelo menos viver...

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Insetos ou Nadas

Grandes senhores da guerra

Já perceberam que a fila da morte anda?


Menos que um cão

Menos que um garo

Menos que um rato

Ou uma barata

Pensamos que pensamos e nem pensamos...


Absolutos donos do capital

Existe alguma mortalha que tenha bolso?


Menos que um milhão

Menos que mil

Menos que cem

Ou uma simples moeda

Achamos que é nosso aquilo que não é...


Proprietários de castelos

Não são as mesmas as necessidades fisiológicas?


Menos que o rei

Menos que a rainha

Menos que o bispo

Nem sempre até o peão

Pensamos que a nossa vontade prevalece e não...


Os insetos caminham sem nossas correntes

Mesmo que depois sejam devorados por outros...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

sexta-feira, 3 de abril de 2026

É Melhor Não Enxergar Do Que Ser Cego

 

Flamingos sonoros. Paper arisco.

Maria Balalaica acaba de sorrir.

Jogaremos dados com nossos pés.

Uma tranquila calma luciferiana.

Ela só se veste com a sua nudez.

Gases sólidos. Brinquedos aéreos.

Tudo que aconteceu foi já ontem.

Estou sentido com meus sentidos.

O jardim não produz mais bicicletas.

Aranhas em telas. Lusas eminências.

Ferimentos invisíveis. Balões fatais.

Moedas de troco. Orgias de ogivas.

Ele possui cáries tão sorridentes.

Foi apenas mais um destes splishs.

Muretas caladas. São Paulo vazio.

Mudem a muda. Atanília guerreou.

Abóboras e melancias falam tudo.

O nosso futurismo é coisa do passado.

Meu riso é sério. Minha mudez grita.

Estalo de dedos. Sopro de vela.

Faltam as violas. A violência sobra.

Dói esse meu calo. Quase sempre.

Sombra boxeadora. Anis estalado.

A costela nunca precisou de Adão.

Toda moeda é apenas claro enigma.

Lido e relido. Visto e não-visto.

Nada muda até que haja a mudança.

Lindos pés. Argumentos infalíveis.

Circo fechado. Clowns claudicantes.

Até certos espirros são afinados.

E pedras delicados travesseiros.

É melhor não enxergar do que ser cego...


(Extraído da obra "O Livro do Insólito e do Absurdo" de autoria de Carlinhos de Almeida).

segunda-feira, 30 de março de 2026

Eu Estarei Lá (Obscuridade Brilhante)

Quando tantos idos não forem mais idos

E as músicas sem propósito pararem de tocar

Quando as respostas pararem seus sentidos

E todas as estrelas pararem o seu brilhar

E os espelhos tiverem todos já partidos

Eu estarei lá! Eu estarei lá! Eu estarei lá...


Quando os versos forem todos então lidos

E a plateia para aplaudir então se levantar

E houverem beijos públicos e até escondidos

Como os que ela nunca quis antes me dar

Quando cessarem esses ruídos nos ouvidos

Eu estarei lá! Eu estarei lá! Eu estarei lá...


Quando meus ossos mesmo se carcomidos

Alguma lembrança ainda poderem te dar

E alguns lances que foram mais divertidos

Vierem em nossa mente para poder brincar

Não chore por eu ter então apenas morrido

Eu estarei lá! Eu estarei lá! Eu estarei lá...


(Extraído do livro "Leonardo e O Chão" de autoria de Carlinhos de Almeida).

História Sem Sim 3 (Miniconto)

Para todos os que morreram, o tempo é outro. E os que chegam depois devem apenas dar o mais leve dos cumprimentos, como aqueles que não vemo...