Bebendo café sem açúcar
Fumando cigarros caseiros
Olhando o dia que se mata
Toda surpresa nos assusta...
Esqueci a senha...
Perdi meu lugar na fila...
Comendo o pão sem Diabo
Mosquitos chatos voando
Toda fantasia vale algo
Mesmo que não saiba o que...
Sem ter razão...
Rindo e chorando sempre...
Queimei minha pobre pele
Aquela febre aumentou
Deve ser um novo vírus
Que agora é a nova onda...
Desfile sem público...
Águas de março em abril...
Imitando alguma carpideira
Com um nome bem estranho
Apenas de uma vogal apenas
Hoje há festa no cemitério...
Todos vão na padaria...
Discutir questões filosóficas...
Meia hora é bem mais de trinta
Todos sabem disso e nem sabem
Passamos com um prato na mão
Enquanto nos jogam as moedas...
Somos amigos sem ter fé...
Há um cheiro de cadilac pelo ar...
Ele tem várias funções e nenhuma
Mesmo quando de nada sabemos
E o que interessa é não interessar
Espadas pelo ar em trêmulas mãos...
Gotículas de água no ar...
Resoluções como se soluços...
Na sombra do dia amparei choros
Pequenos poemas sem ter forma
Meu pobre estômago é um vazio
Um novo idioma está inventado...
Essa roupa está rasgada...
E a linha toda está acabada...






