Agora teremos relógios atômicos desnecessários
Pois a precisão caiu no chão feito um balão
E aquele doidivanas gritava com todas as letras...
À ferro e à fogo... À ferro e à fogo...
Os anjos servem café em bordéis suecos em Milão
Pois a exaustão veio na mão junto ao tufão
E o cara se atirou do andar térreo para as Marianas...
Conhaque de mel... Conhaque de mel...
A marcha continua porque pelos dias há miseráveis
Pois um pão vale um milhão para a multidão
E a nudez dela é mais moralista do que um hábito...
Churrasco grego... Churrasco grego...
A alma é a propaganda de qualquer um negócio
Pois a escuridão cessa a visão desta estação
E os mísseis se parecem com modernos brinquedos..
Tiroteio na favela... Tiroteio na favela...
Um sol virá cansado, mas mesmo assim vai vir
O destino diz não, mas a razão faz questão
Que as palavras sejam que nem certas fagulhas...
Not paradise... Not paradise...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).






