domingo, 19 de abril de 2026

Mais Um...

Por que juntar penas se não posso colá-las nas asas?

Por que temer estes algoritmos se um dia eles acabarão?

Por que achar que estou só se estou me acompanhando?


Mais um, mais um...

Que escreve bobagens para ninguém ler...

Mais um, mais um...

Com lágrimas inúteis que de nada adiantarão...

Mais um, mais um...

Com suas taras normais feitas de bobagem...


Por que escolher um lado se do outro lado há outro?

Por que dar a única vida que tenho para quem não quer?

Por que ter medo de dormir se a maioria não acorda?


Mais um, mais um...

Que curte um rock antigo que não tocará mais...

Mais um, mais um...

São símbolos que perderam o seu significado...

Mais um, mais um...

Um pulo em um abismo que nem ao menos existe...


Mais um, mais um...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

segunda-feira, 13 de abril de 2026

História Sem Sim 3 (Miniconto)

Para todos os que morreram, o tempo é outro. E os que chegam depois devem apenas dar o mais leve dos cumprimentos, como aqueles que não vemos faz apenas alguns minutos. 

domingo, 12 de abril de 2026

História Sem Sim 2 (Miniconto)

Melhor ficar vendendo coxinha em casa do que ficar se desesperando para vender o que se escreve para um povo que não quer saber de cultura e que fica escravo de modismos ridículos. Pronto, falei.

História Sem Sim (Miniconto)

Um história como muitas. Dezenas delas. Centenas delas. Milhares delas. Milhões certamente. Em que tempo? Em todo tempo certamente... Antes mesmo que ele fosse medido. História de não, nunca sem sim. Essa, por exemplo, é de Iara, nunca nada teve de seu mesmo e nunca terá...

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Carliniana CXXVIII ( E Aquela Nossa Tara... )

Simples traição. Traição simples.

Estética ruminante de marionetes.

Escolas feitas para desaprendermos.

Aquilo que existe de pior no mundo.

Toda aparência serve para enganar.


Estatística errada. Errada estatística.

Só podemos aquilo que não podemos.

Cada caso é apenas mais bem no final.

Não converso mais com meus botões.

É apenas um samba no caco de vidro.


Maconha caseira. Caseira maconha.

Guerras usuais para insetos devorados.

Pornografia inocente em comerciais.

Toda culpa é propriedade do frango.

Todo vencedor um dia também perderá.


Devotos incrédulos. Incrédulos devotos.

A melhor vestimenta é a própria nudez.

Coloquei fogo em Roma e toquei xaxado.

O limite da minha tristeza é o término.

Toda presunção é apenas mais presumida.


Nenhuma indício. Indício nenhum.

Todo esquecimento sempre acontece.

Lápides com enigmas desconhecidos.

Datas que não queremos lembrar mais.

Os tempos de hoje e os de ontem dançam.


E aquela nossa tara de pelo menos viver...

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Insetos ou Nadas

Grandes senhores da guerra

Já perceberam que a fila da morte anda?


Menos que um cão

Menos que um garo

Menos que um rato

Ou uma barata

Pensamos que pensamos e nem pensamos...


Absolutos donos do capital

Existe alguma mortalha que tenha bolso?


Menos que um milhão

Menos que mil

Menos que cem

Ou uma simples moeda

Achamos que é nosso aquilo que não é...


Proprietários de castelos

Não são as mesmas as necessidades fisiológicas?


Menos que o rei

Menos que a rainha

Menos que o bispo

Nem sempre até o peão

Pensamos que a nossa vontade prevalece e não...


Os insetos caminham sem nossas correntes

Mesmo que depois sejam devorados por outros...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

Mais Um...

Por que juntar penas se não posso colá-las nas asas? Por que temer estes algoritmos se um dia eles acabarão? Por que achar que estou só se e...