São tantas as feridas
Destas e de outras vidas
Que não se pode medir
Perigos aqui e ali
Em casa ou na rua
No mundo ou na lua...
Apague o sol, isso fere meus pobres olhos...
São tantas as manias
Que preenchem os meus dias
São tantas as emboscadas
Pelas curvas das estradas
Que já me incomoda mais
Queria só um pouco de paz...
Apague o sol, a noite me faz mais carícias...
São tantas as saudades
Vindas de algumas outras idades
Coisas que esqueci até o que era
O morto verão e a finada primavera
O esquecido menino é o velho que sou
E afinal nem sei pra onde vou...
Apague o sol, apague logo, apague...
(Extraído do livro "Escola dos Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).






