Quando o quando é quando
E conheço toda essa parafernália
E eu me encolho quieto num canto
Observando toda a sua genitália...
Eu a conheço pelo andar do traseiro?
Eu mal conheço o meu Rio de Janeiro?
Eu sei que todo destino é traiçoeiro...
Eu nunca fui nem serei burguês
Nem tão pouco serei um miserável
Durmo o sono dos mais injustos
Como se fosse a coisa mais notável...
Será que todo impossível é possível?
Será que todo o sonho é tangível?
Nem todo Ivan é o mais terrível...
Vou voando feito mais um desnorteado
Como quem dorme sereno na frente do fuzil
Já acreditei em muitos milhares de mentiras
Como se todos os dias fossem primeiro de abril...
Será que todo nosso pecado é santo?
Será que toda lágrima é pranto?
Mas nem todo grito é canto...
Pragas rogadas e maldições proferidas
O além é apenas um aquém que se distorceu
Nunca iremos saber se do mal ou do bem
Nem você vai saber e muito menos eu...
Quando?
(Extraído do livro "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).






