sábado, 28 de fevereiro de 2026

Apague O Sol

São tantas as feridas

Destas e de outras vidas

Que não se pode medir

Perigos aqui e ali

Em casa ou na rua

No mundo ou na lua...


Apague o sol, isso fere meus pobres olhos...


São tantas as manias

Que preenchem os meus dias

São tantas as emboscadas

Pelas curvas das estradas

Que já me incomoda mais

Queria só um pouco de paz...


Apague o sol, a noite me faz mais carícias...


São tantas as saudades

Vindas de algumas outras idades

Coisas que esqueci até o que era

O morto verão e a finada primavera

O esquecido menino é o velho que sou

E afinal nem sei pra onde vou...


Apague o sol, apague logo, apague...


(Extraído do livro "Escola dos Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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Apague O Sol

São tantas as feridas Destas e de outras vidas Que não se pode medir Perigos aqui e ali Em casa ou na rua No mundo ou na lua... Apague o sol...