quarta-feira, 10 de maio de 2023

Silêncio Absoluto Relativo Em Alguns Versos Tortos


 Será noite? Deve ser...

Os meus olhos, agora, recusam em abrir...

Olho para alguma coisa sólida,

Esta deve ser a parede...

E depois desta, outra e outra,

Até que o mundo nada mais seja - paredes...

Sinto um frio indefinido 

(Onde ele estará agora?)...

Será o mesmo frio das ruas?

Não há resposta para minha pergunta

(Cale a boca, menino!...)

Não há mais luz da velha chama, 

Os olhos, agora tortos,

Só esperam o dia que morrerão...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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