sexta-feira, 26 de maio de 2023

O Cara

 

O cara já me matou

O cara já se confessou

Sem loucura nada há...

 

O cara já me comeu

O cara já não é mais eu

Sem oxigênio nada vive...

 

O cara já me raptou

O cara já se abalou

Sem alegria tudo murcha...

 

O cara já não acorda

O cara já não concorda

Sem festa não há motivo...

 

O cara já me afetou

O cara já se abalou

Sem dança não há espaço...


(Extraído do livro "Manual Prático de Poesia Absurda para Desesperados" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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