A única coisa que nos salva é que as pancadas que o tempo nos dá, também sai distribuindo para os outros, aliás, para todos. Os meus cabelos embranqueceram? Sim! Mas de outros milhares também... Meus dentes já não são os mesmos? Claro! Mas de um sem-número de outros... Dores na coluna nem se fala! Acompanhamos a mesma marcha como andarilhos em um grande deserto... E sem camelo, seja dito, sem camelo! Quanto mais se vive, a criança se distancia, ainda que permaneça lá dentro. O jovem sai correndo para não sei aonde. Até o adulto sai correndo de forma disfarçada para não passar vergonha. Temos então que nos conformar com tal coisa... Depois que até o tempo cansa, aí sim, vem o final que não será igual ao da novela - partimos sem sequer dar adeus. Se seremos chorados ou não, lembrados ou não, isso é uma outra história...
Perdido como hão de ser os pássaros na noite, eternos incógnitas... Quem sou eu? Eu sou aquele que te espreita em cada passo, em cada esquina, em cada lance, com olhos cheios de aflição... Não que eu não ria, rio e muito dos homens e suas fraquezas, suas desilusões contadas uma à uma... Leia-me e se conforma, sou a poesia...
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Eu, Mais Um Idiota
Mais um na fila, Mais um para a queda, Mais um para o tombo... Abuso das reticências, Abuso das entrelinhas, Abuso da inexistência, É fim de...
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Imersos no tempo Queremos ser o que não somos... Rindo de qualquer piada Para que o coração não esmoreça... Amando todo o perigo Para nossa ...
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É que nem um rio dentro de um envelope Que hoje o carteiro não trouxe nem ontem... Quase um enigma sem segredo existente Que qualquer bêbad...
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Barulho ensurdecedor na malvada avenida. Hora do rush, hora quase feliz... Blasfêmias cantadas nos sonoros aparelhos. O hoje está quase mort...

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