domingo, 12 de outubro de 2025

Carliniana CVI ( Até Sem Respirar Se Possível For )

Eu corro atrás de versos

como o miserável atrás de comida...


Não falarei mais nada

e que aquele perdão mais antigo

possa então afinal chegar...


Estou na beira do mar

e ainda contarei muitas ondas...


Acordo no meio da noite

para me transformar em fera

mesmo antes da lua cheia...


Faço mais tais prodígios

apenas estalando meus dedos...


Vou gargalhando em vão

entre os corredores da memória

neste grande manicômio...


As borboletas estão exiladas

entre estas flores que morreram...


Eis que a vista escurece

como de repente sempre esteve

e eu não reclame jamais...

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