Deve ter sido lá pela década de 70. Querem saber por que eu acho que sim? Porque eu me lembro que naquela mesma época, um dia na varanda da casa de titia eu falava com mamãe que ela possuía a idade de Cristo, foi mais eu menos naquela época. Naquela época existia naquela parte da frente do quintal, lado direito de quem estava, um pé de bacuícas. Não era lá muito soberbo e nem imponente, mas pontual. Pontual sim! Coitado. Todos os anos, na mesma estação, dava seus frutinhos. Aquelas bolinhas brancas, aveludadas, com aquela massa clarinha e aquele caroço. Era doce? Na verdade, na verdade, eu pelo menos nunca descobri. Mal começavam a dar e lá íamos nós, geralmente eu e meus primos arrancá-los. Alguns nós até tentávamos comer, mas estavam azedos demais. Os outros, em maior quantidade, era o nosso maior objetivo. Memoráveis batalhas eram travadas, joga daqui, joga de lá. Divertimento puro de crianças que éramos, para riso do meu tio Zico e para desespero da minha tia Doca e seus inúmeros palavrões. A árvore foi cortada para ser construída a casa do meu primo mais velho, o tempo se passou, passou... Nunca mais soube de algum pé igual, ninguém que eu perguntei, conhecia. Será que era alguma árvore tão rara assim. Passados tantos anos, acabo descobrindo na internet que a tal bacuíca é uma frutífera parente da famosa jabuticaba, só que com frutos claros. Aquele nosso velho pé não foi extinto, existem muitos iguais por aí. Fico até muito contente, deve ter gente provando seu sabor depois de madura, e quem sabe? Outras batalhas ocorram entre outros meninos...
Perdido como hão de ser os pássaros na noite, eternos incógnitas... Quem sou eu? Eu sou aquele que te espreita em cada passo, em cada esquina, em cada lance, com olhos cheios de aflição... Não que eu não ria, rio e muito dos homens e suas fraquezas, suas desilusões contadas uma à uma... Leia-me e se conforma, sou a poesia...
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