sexta-feira, 15 de junho de 2018

Soneto de Sangue

O sangue não corre mais nas veias
Meu sangue agora corre na alma
Escorre em paredes velhas e feias
Com aquela mais irritante calma...

Não fica mais sob a carne escondido
Explode nas cores de tudo que vejo
É rubro o amor não correspondido
É mais ainda a tormenta de meu desejo...

E por mais que eu queira e faça
Que grite às paredes do meu quarto
Que engula os versos como cachaça

Ainda não sei em qual hora parto
Não veja mais está sanguínea fumaça
E acabe ganhando um simples infarto...

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