Espadas cor de prata
Dentes de ponta afiada
Uivos para a lua
Lua cheia insana...
Carinhos que ferem
Olhos cheios de medo
Reflexos na água
Água para sonhos...
Pêndulos intermináveis
Certeza da matilha
Malabarismo louco
Louco na praça...
Inominável preço
Endereço errado
Acabou-se a festa
Era festa de mortos...
Inevitável choro
Presa inocente
Coroa de louros
Teus louros cabelos...
Nem sim nem não
Veneno indolor
Cheiro de ilusão
Ilusão sem olhos...
Faróis sem mira
Ossos sem lida
Estamos no jardim
Jardim sem delícia...
Vamos para o sempre...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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