quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Tem Certeza Jacuíba?

Vamos dar champanhe aos macacos e cerveja aos flamingos.

Nesse mistério explícito ainda temos alguns tabus. Se meus travesseiros falassem, ainda assim, ficariam de boca calada. Preciso urgentemente dos meus venenos.

Nas praças públicas teremos crimes passionais e mandingas.

Hoje de manhã, a manhã ainda pensava que era noite. Até os galos usam cachecóis em seus poleiros anatômicos, com toda a certeza. A puta recobrou sua inocência.

A lâmpada do gênio queimou e por isso ele quer outra de led.

Em todos os obtuários existem somente os que não respiram. Vamos ter medo de antigas histórias dos gibis de terror. Tudo acaba passando mesmo sem os velhos ferros que usaram muito.

São muitas batalhas efetuadas e nenhuma delas com razão.

Não tenho mais nada nesse mundo, não sei se isso é certo ou é errado. Até gregos e mundanos tomam seus sorvetes com ar meio indiferente. Eram tantas as cachaças servidas em taças de cristal.

Não queremos mais novidades se está tudo tão velho.

Tocar pandeiro é para os fracos, quero tocar na parte mais alta do Everest. Se tudo der certo, pregaremos o oposto daquilo que foi um dia. Mas com a mesma máscara de santidade de antes.

Tudo é permitido e até o que é proibido cai no samba.

Se fizer fumaça já está bom, já diziam os que andavam de tapete voador. Nem todos os ratos querem queijo. Alguns até preferem a maçã da Branca de Neve.

Entrei na fila da vida e era para pedir algum socorro.

Deste meu pântano não escutei mais notícia do mundo externo, nem sem ou com alguns etceteras. Queremos alguns carinhos feitos de espinhos. Nosso luto é rosa como todos os mamões do pomar.

Há algumas chuvas que são opostas e as gotas sobem.

Meu impotente tesão precisa de umas histórias para dormir, mesmo que seja em cobertas de macarrão. E sou resultado de uma conta que deu errado. E duma genética que estava delirando no dia da minha concepção.

Vamos dar champanhe aos macacos e marafo aos flamingos...


(Extraído do livro "Insano" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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