No piriri, no pirirá
Pobre não toma café nem chá...
Pobre só anda de ré,
Que nem passarim andando à pé,
Sem sapato, mas com chulé!
No piriri, no pirirá
Cabei de comer e já vou cagá...
Vou me cagar até que doa,
Que não tenha mais roupa boa,
Sou um matuto que anda à toa!
No piriri, no pirirá
Essa mulé maluca qué me roubá...
Olha a sopa de pandeiro,
Custa muito e pouco dinheiro,
É o artificial mais que verdadeiro!
No piriri, no pirirá
Vou fazer uma festa só de cambucá!
(Extraído do livro "Maluqueci de Vez" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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