Ratos por todos os cantos da velha casa.
Procurando a comida que nem não existe.
Não escolhemos nem o nome para essa nossa infelicidade...
A coceira é o resto da dor que veio logo.
A cara da puta é a mais inocente que há.
Se atirar do alto da escada é a nossa maior brincadeira...
Todos nós somos os advogados do Diabo.
O perdão é aquilo que carregamos no bolso.
A morte é quem vence todas as disputas que temos por aí...
Tentar ser bom é o maior dos desperdícios.
A justiça é um cão que abana sempre a cauda.
Conhece-te a ti mesmo e assim verás quem é mais perigoso...
Temos entrada grátis para toda esta futilidade.
Ficando fora da geladeira acabou-se o sonho.
Toda a normalidade é um filme pornográfico não exibido...
A regra da sensatez é ser mais canalha que pode.
O rico e o pobre cagam do mesmo jeito sempre.
Só possuímos aquilo que iremos perder logo e sempre...
Água suja e água limpa: todas as duas são águas.
O tamanho da bunda é aquilo que decide o chute.
Milhões de borboletas estão procurando seus cadáveres...
Falar de boca fechada é sempre o que é melhor.
Cada mês apresenta suas desgraças com gosto.
Nem todas as coisas belas possuem a beleza exata...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

Nenhum comentário:
Postar um comentário