Cada pão é um não
Cada vão é um tão...
Eu não sou aparentado
Do cavalheiro ao lado
De rima mais enganosa
Nem da cachaça de rosa
Vendida lá na lagoa
Para se comer com broa...
Cada sim é um fim
Cada assim é um mim...
Eu não sou apimentado
Como esse feijão aguado
De rima mais horrorosa
Que não tem versiprosa
Vendida lá no sertão
Pra se comer com mão...
Cada pum é um boom
Cada zoom é um um...
Eu não sou apavorado
Nem andando de lado
De rima mais ingloriosa
Vereda mais pedregosa
Vendida lá na esquina
Mais do que a cafeína...
Cada grão é um bão
Cada são é um cão...
(Extraído do livro "Insano" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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