Quero apenas o perfume mais caro que houver.
Todo violino é mudo até que chegue um arco.
Nada é mais difícil do que a tal facilidade.
Amanhã certamente não vão chover morangos...
O último velório que irei certamente será o meu.
Todo meio-dia acaba sendo cortado bem no meio.
A nudez dela acaba me dando calafrios de tesão.
Inventaremos um novo idioma sem ter palavras...
Nossa fama não consegue chegar nem na esquina.
Meus óculos estão cansados da mesma rotina suja.
Quando beber é bom que comece logo pelo começo.
Alguns dos seus pelos pubianos não assustam mais...
Todas as minhas ideias estão espalhadas pelo chão.
Tristemente eu ainda gosto destas modas de viola.
Eu sou de um tempo que ainda havia tempo pra tudo.
E rasgar seda poderia ser também uma outra coisa...
Vamos nos divertir fazendo dinossauros de papel.
Geralmente só poderemos gritar se for na geral.
Tantos foram embora e ainda há tantos por aqui.
O único preconceito que tenho é contra os mesmos...
Toda vez que sonho com águas penso em escadas.
A minha imaginação ainda sabe muito bem galopar.
É que eu sou mais um influencer destes por aqui.
O bobo da corte deu mais um corte no baralho...
Eu nem sei mais aquilo que prefiro ou não prefiro.
Há muitas noites que não são caladas e gritam.
Cada verso é um corte de lâmina em minha carne.
O inimigo do meu inimigo pode ser meu inimigo...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).
