Poesia barata... Afogada em uma multidão...
De um bissexualismo estético sem pedir perdão...
De uma cabeça louca sem ter nenhuma noção...
Carnaval fodido... Que foi embora saiu correndo...
De uma contagem de minutos que estará morrendo...
De um ódio surdo que só está assim crescendo...
Sim senhor meu capitão... Não tenha pena de eu não...
Cada milagre que existe vale bem menos que um pão...
Quanto mais tento ser honesto sou apenas ladrão...
Foi um show legal... Sem os pés fazendo sapateado...
Ou com tanta da roupa e só andando na rua pelado...
As coxinhas na vitrine e os olhos da fome do tarado...
Cerveja está choca... Que porra acaba sendo maldição...
Os meus osssos acabam sendo tal os ossos do barão...
Pegou fogo na noite ou pegou foi nesse nosso balão...
Metrificar?... Essa porra é pra aquele que isso sabe...
Vamos subir no alto do prédio rezando pra que desabe...
Vamos pular dentro da fogueira antes que ela acabe...
São muitas pulgas... Mas apenas o pobre de um cão...
O rico também é um miserável que morre de inanição...
Só dançaremos xaxado viajando num belo de um avião...
Poesia barata... Eu sozinho em uma multidão...
De um neocanibalismo estético sem pedir perdão...
De uma cabeça louca sem ter nenhuma estação...

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