segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Alguns Poemetos Sem Nome N° 371 *

O ventilador zune na sala

Os mosquitos zunem em meus ouvidos

Uma noite ternamente lúgubre

Sussura maldições para mim

O laço de fita que ela não usa mais

Jaz adormecido no canto da cama

Só posso pedir socorro às paredes...


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Nunca seremos mais os mesmos

Cada segundo dá sua contribuição

Normalmente não há nada normal

Eu engulo as notícias como saliva

Gostaria de não pensar em nada

Porque as estatísticas nos mostram

Que a encomenda da salvação

Acabou atrasando no correio...


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Cada destilado que bebi

Foi mais uma simples descoberta

Cada trago que dei no cigarro

Foi um simples pulo no abismo

Eu tenho cá certas manias

Que acabam fazendo história

Cada amor que tentei em vão

Foi prova de minha insanidade

Cada mentira que tentei contar

Enganou foi à mim mesmo

Nunca nada foi mais doce

Do que esse amargo na boca.


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Enquanto um estômago está cheio

O outro estômago está vazio

Enquanto um rosto ri demais

O outro é um pântano lacrimoso

Enquanto a bondade tenta andar

A maldade sobrevoa as casas

Não se trata de maniqueísmo

Se trata de olhar apenas o que há...


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Eu parei o ar! Congelei o tempo!

Os velhos decalques na geladeira 

Acabam partindo pra não sei onde...

Eu olhei tuas curvas! Queria mais!

Minha líbido gira pelo ar turvo

Como moscas que enlouquecem

E mergulham em direção às teias...

Eu não disse nada! Foi mais que tudo!

Certas revelações nos ferem

Mais que qualquer agulha imaginária...


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Tudo que vive, acaba morrendo

Até o inédito cheira à normal

Faltam novidades para ver

Faltam mentiras para ouvir

Carpideiras também folgam

Todos os passos acabm lentos

E os carnavais vão se repetindo...


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Eu não procuro a beleza

Eu procuro a arte

A beleza nunca foi

Atributo obrigatório dela

A arte é apenas cruel

Mas redentora

Mistura-se com o sonho

Feito café com leite...

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