quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Barro Sintético Em Caixas Coloridas de Um Fino Anis Cercado de Religiosidade

Minha IA tirou seu time de campo faz tempo

Mastigo pétalas de rosa como se fosse pedra

Respiro o ar sujo e quente de manhãs noturnas

O que será que será que não foi e não será?


Sujo minhas mãos sem água para lavá-las

Falo por enigmas para serem descobertos

A minha única pressa é de ter alguma pressa

Por que o cachimbo entorta a boca e não o ar?


Minhas veias um dia acabarão perdendo a pressa

Vou andar sobre as águas atravessando todo mar

Tudo não passa de uma ficção científica caipira

Aceitam aí mais um quadro de porcelana de água?


O rato roeu a roupa do nosso presidente da república

Afinal era a final de jogos de buraco dentro do vulcão

Caprichamos na nossa mais célebre idiotice tão vã

Os camarões agora usarão suas cobertas de pastel?


Comida caseira só a que é fabricada em série agora

Minha antipatia tem seus motivos feitos de exatidão

Toda vez que vou espirrar antes tenho que pedir licença

Um dia irão finalmente descobrir a cura para o nada?


Incrivelmente todos os mortos um dia assim morreram

Preciso urgentemente de uma cama feita só de vidro

E aquele sabão caseiro feito por fadas todas estrábicas

Posso beber este garrafão de vinho só comigo mesmo?


O papa bebeu um fino licor de anis até cair durinho...


(Extraído do livro "Insano" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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