Nunca sei se sei de coisa alguma
Pedra ou pluma?
E neste eterno dilema
Faço ou não faço poema
É tudo apenas uma teima
E o frio me queima...
Nunca sei se sei de coisa alguma
Toda ou nenhuma?
E neste andar tropeço
Tenho ou não tenho apreço
É tudo questão de nome
E eu rio da fome...
Nunca seu se sei de coisa alguma
Apareça ou suma?
E neste vôo suicida
Tenho morte ou tenho vida
É tudo ponto de vista
A derrota é conquista...
Não sei se sei de coisa alguma
Claridade ou bruma?...

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