sábado, 29 de agosto de 2026

Alguns Poemetos Sem Nome N° 378 *

Estou sob delírios sempre...

Delírios sem febre, pois não?

Estou vivo sem motivo algum...

Para viver se precisa deles?

Estou embriagado sem álcool...

São apenas necessários sonhos?...


...............................................................................................................


O velho relógio da torre está cansado,

Seus ponteiros testemunharam muitos dramas

(Mesmo não parando para poder vê-los),

As ondas do mar já estão cheias de enfado,

Estão indo e voltando por incontáveis dias

(Assim foi desde o princípio e será até o fim),

Este velho poeta aqui está cansado e muito,

Não tenho noção de até quando serei forçado

(Mesmo quando não lidos meus versos se exibem)...


...............................................................................................................


Tenha cuidado, amigo, muito cuidado...

Mesmo vivendo no agora, no dia de hoje,

Tenha cuidado com os vícios de nosso tempo...

Não engula seu tempo como muitos fazem,

O tempo acabará como para todos acaba...

Não tenha medo da morte, isso não adianta,

Correr no meio da noite escura não a impede...


...............................................................................................................


Já cansei de fazer perguntas sem respostas,

Mesmo que pareça que elas sumam, não somem,

Ficam flutuando pelo ar, em torno de mim,

Mais do que a própria fumaça de um incêndio...


Já cansei de amar amores mais que vazios,

Nenhum sofrimento é bom, não há causa que valha,

Não posso esquecer nunca de meu amor-próprio,

Não é questão de egoísmo, mas de sobrevivência...


...............................................................................................................


Por que não asas?

Melhor do que passos que doem,

Melhor do que sonhos malvados,

Melhor ficar entre as nuvens,

Contar as estrelas assiduamente,

Rir com motivo ou sem ele...

Por que não asas?


...............................................................................................................


Assim como os dias nascem e morrem

Os sonhos também o fazem...

Assim como os amores que vêm e vão

São parecidos com as ondas...

Assim como os meus versos teimosos

Que aqui estão enquanto lembro...


...............................................................................................................


Talvez um dia não exista mais talvez

E os meus olhos vejam tudo o que há...

Talvez uma noite não tenha mais senão

Porque a lua acabou iluminando a rua...

Ah! Esta rua que ainda me recebe 

Com o silêncio que só gatos e tristes têm...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Alguns Poemetos Sem Nome N° 378 *

Estou sob delírios sempre... Delírios sem febre, pois não? Estou vivo sem motivo algum... Para viver se precisa deles? Estou embriagado sem ...