segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

No Máximo

No máximo forte

Com aquela fraqueza de antes

Quando balões coloridos

Enfeitavam o nosso ar...


Sem chorar

Não desperdicemos lágrimas

Porque tudo acaba passando

Tanto bom quanto mau...


Talvez gritando

Como quem colhe as rosas

Sem olhar para espinhos

Porque isso não adianta...


Vamos cantando

O tempo passa tão rápido

Mesmo quando as pedras

Fingem isso ser o inverso...


Não tive nem tempo

Só pude caminhar sereno

Com as mãos nos bolsos

Em direção à um rio...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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