quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Pois Todo Tempo É Pouco

Todo tempo é pouco,

muito pouco...

Para ir ao encontro de coisas simples,

para os gestos mais singelos,

para beijos escondidos,

para uma ternura sem limites...


Todo tempo é pouco,

muito pouco...

Para rir das coisas mais engraçadas,

para alcançar as nuvens,

para cantar junto aos pássaros,

para repetir juras antigas...


Todo tempo é pouco,

muito pouco...

Para colocar barquinhos na água,

para intermináveis brincadeiras,

para decifrar alguns enigmas,

para exercitar a velha inocência...


Todo tempo é pouco,

muito pouco...

Para trazer novamente a paz,

para agarrar todos os sonhos,

para contar todas as estrelas

e para dizer que a amo sem limite algum...


Todo tempo é pouco,

muito, mas muito pouco, mesmo...


(Extraído do livro "O Espelho de Narciso" de autoria de Carlinhos de Almeida). 

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