Antes eles eram assim - instantâneos pela ocasião
Depois vinha aquele tempo que nunca se sabia
Era tipo uma surpresa que se podia ser boa ou má...
Agora e para sempre - filhos desta nossa banalidade
De querermos capturar aquilo que certamente vai
A piada de ontem virou o desgosto que manda agora...
O que sempre vamos ter - um gosto de metal sutil
Um veneno mais dançarino entre todos os viventes
Que nada percebem com olhos abertos ou fechados...
Como mosquitos pelo quarto - ataque aéreo fulminante
Ou cadáveres perdidos numa gaveta sem ter itinerário
Agora também indicam os traços da velhice iminente...
Outros arremedos agora existem - apenas aparições
Que mal serão lembradas se a máquina estragar
E então nada mais será sobrevivência em nós mesmos...
(Extraído do livro "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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