Nunca saberemos, isso é bem certo. O tempo nos separou, querendo ou não. Eu daqui faço perguntas sem obter respostas, fecho os olhos e reclamo que o dia é mais uma noite. Tudo envelhece e a tristeza fica por nossa conta. Todos os velhos passaram por pontes que agora quebraram. Assim como os culpados um dia foram inocentes. Poderia ficar falando nomes (alguns inventados, outros não) até o final dos tempos, ou pelo menos, o final dos meus tempos...
Perdido como hão de ser os pássaros na noite, eternos incógnitas... Quem sou eu? Eu sou aquele que te espreita em cada passo, em cada esquina, em cada lance, com olhos cheios de aflição... Não que eu não ria, rio e muito dos homens e suas fraquezas, suas desilusões contadas uma à uma... Leia-me e se conforma, sou a poesia...
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O Grande Blá
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