Eu quero a flor dos campos
Sobretudo a que não nasceu
Uma poesia enjoada de tanto doce
Como aquelas que ninguém vendeu...
Uma poesia dessas bem doces
Dum doce que até sempre dói
Que seja teimosa feito o tempo
Que anda e ninguém destrói...
Eu quero reencontro na praça
Depois de tanto tempo sumido
Para que esperar valha a pena
Mesmo sofrendo tenha sentido...
Viver é como chorar sempre
Mesmo quando o riso vem junto
Sem medo e sem ter desespero
Já que isso é um outro assunto...
Eu quero a flor dos campos
Sobretudo a que não nasceu
Uma poesia enjoada de tanto doce
Como aquelas que não se percebeu...
(Extraído do livro "Muitos Dias Já Passaram" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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