(Não houve tempo com tempo...)!
Deu piolho nas barbas do profeta
Enquanto ele fazia uma motociata
Pelas ruas verdes da cidade azul...
(Passei a navalha em meu pescoço...)!
O ditador mais democrático da terra
Bebeu um barril cheio de coca-cola
Enquanto acariciava seus pentelhos...
(Que falta me faz comer um jornal...)!
Tudo que falei agora jaz apagado
E as minhas letras se tornaram insetos
Voando em torno de lâmpadas mortas...
(A cigarra não fuma mais cigarro...)!
Os javalis valem mais um centavo
Espalhados pelos campos-cidade
Como os mais tresloucados cidadãos...
(Balanço de rede para quem tem sede...)!
Semana sim e numa outra semana idem
Ele quebra todas as leis ainda existentes
E faz sua vida miserável ter quase sentido...
(Na Páscoa devoramos o pobre do coelho...)!
Somos um amontoado de tais paradoxos
Onde a inocência é algo mais que inexistente
E se ele existe o tempo acabará comendo...!
(Extraído da obra "O Livro do Insólito e do Absurdo" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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