domingo, 4 de outubro de 2026

Alguns Poemetos Sem Nome N° 380 *

Nada do que eu sei, eu sei

Já esqueci até daquele teu cabelo castatnho

E daqueles teus olhos fora do lugar...


Nada do que eu sei, eu sei

Não escrevi no meu velho caderno quais dias

Que aquelas minhas tardes eram mágicas...


Nada do que eu sei, eu sabia

Podetia ter teu beijo mesmo que roubado

Enfeitado de maldade, assim todo enfeitado...


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Contramão...

Solidão quase escolhida.

Onde está

O que chamamos vida?

Talvez ali no canto

Encolhida...


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Assim como a água acabou,

Meu pobre sonho também...

Assim como o dia acabou,

Outros virão para acabar...

Assim  como as nuvens acabam,

Outras também virarão chuva...


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Nem todos os risos que dei compreendi

O porquê estava rindo...

Nem todos os amores que amei

Deixaram de ferir-me...

Nem todas as nunvens eram tempestades

Mesmo quando todas elas serão...


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De muitas coisas me arrependo,

De outras nem tanto...

Por muitas coisas eu chorei,

Por outras nem tanto...

Muitos amores tiraram meu sono,

Outros me fizeram dormir...

Mas as minhas fantasias, essas sim,

Todas valeram a pena...


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Cada dia é um arremedo do anterior,

Todos os amores são preocupantes,

Todos os pensamentos adoram fugir,

Todas as palavras acabam guaguejando,

Todo medo evita olhar no espelho...


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Todo mistério em mim acabou,

Todas as sombras se dissiparam,

Não sei se pela idade ou pela dor,

Meus versos agora são preto-e-brancos,

Como a TV antiga que o menino via...

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