Sobrou um resto de comida no prato
Sobrou um resto de vinho no copo
Sobrou um resto de poesia no coração...
E é o que temos para hoje
(Célebres desconhecidos andarilhos)
Até que o sol se ponha de uma vez...
Sobrou uma roupa pendurada no varal
Sobrou uma pergunta na sabatina
Sobrou um resto do sonho que destruíram...
E é tudo aquilo que me sobrou
(Se é que me sobrou alguma coisa)
Até que não nos sobre mais coisa alguma...
Sobrou um resto de comida no prato
Sobrou um resto de cana no copo
Sobrou um resto de vida guardado...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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