Tou falando
NInguém sabe. ninguém vê
Todos estão se encegando
Numa quimera que não se vê
Tou gritando
E a apatia é quem nos manda
É lobo outro lobo se devorando
Estamos sós mesmo em banda
Tou me calando
A praça não me adianta meis
Não sabemos até quando será quando
A morte vem vindo depressa lá atrás
Tou me dormindo
Alguém me jurou ter qualquer segurança
E sonho com o meu prédio quase caindo
Ninguém mandou eu ter uma esperança
Tou falando de boca fechada
Meus olhos é que ainda podem falar
Falar sobre tudo ou com quase nada
Um dia vai embora esse meu penar...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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