Não sei mais o que faço
(Se é que faço...)...
A chuva cai a cem por hora
Não sei se fico ou vou embora
Qualquer lugar será um lugar
Colocar os pés no chão e descansar...
Não sei mais o que bebo
(Se é que bebo...)...
Os bebâdos solitários em bando
Sem destino e sem um até quando
Como num sucídio quase coletivo
Para viver basta não estar mais vivo...
Não sei mais o que fumo
(Se é que fumo...)...
A minha expectativa é quase zero
Mas mesmo assim eu então espero
Brote ainda neste rosto talvez o riso
Nada mais que isso é o que eu preciso...
Não sei mais o que sinto
(Se é que sinto...)...
É algo assim como totalmente diferente
Que me faz sentir como se não fosse gente
O que seria no meio dessa tal multidão?
O que sente agora o que chamo coração?
Sou uma flor morta de um largado jardim
E eu só posso que ficar absorto em mim...
(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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