quinta-feira, 3 de setembro de 2026

E Quem Sabe?

E quem sabe (mesmo não sabendo) o que o destino nos aprontará amanhã de tarde madrugadamente em nuvens desenhadas num papel na tela do meu velho-novo celular?

Ah! Minha voz se calou em instante que durou mais de um século, ainda que meu tamanho caiba no oceano por inteiro ou na luz das estrelas. Eu me lembro bem que chorei por ver o outro lado do Atlântico...

E quem inventará (mesmo sem imaginação alguma) uma nova cor que iguale aos homens para que o sossego venha mesmo quando a morte se recuse à tirar algumas férias?

Sim! Escutem quem vem de longe, meu bloco de loucos que não se cansam nunca e brincam mais do que um só carnaval. A minha cara pintada ainda anda por todos os ares mostrando que até os mortos não morreram...

E qual droga poderá me vencer se a minha esperança invade os meus pulmões e a fantasia domina os meus neurônios mais do que qualquer uma que saiu da mão do vilão?

Oh! Talvez reste algum trocado neste pobre e largado bolso onde algumas coisas bem melhores andaram um dia em tempos em que minhas pernas não fraquejaram tanto como fraquejam agora e eu ainda espero por minhas asas...

E qual amor ainda me olha com bons olhos enquanto os meus já se fecharam para mais um sono medíocre daqueles que acorda com qualquer barulho possível? Quem sabe?...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

E Quem Sabe?

E quem sabe (mesmo não sabendo) o que o destino nos aprontará amanhã de tarde madrugadamente em nuvens desenhadas num papel na tela do meu v...