E hoje não há mais nada...
Só aquele choro na calçada...
Um dia como um outro qualquer...
O filho pródigo do ontem
E o pai ausente do amanhã...
E hoje não há mais nada...
Só aquela pedra e a topada...
Um dia como um outro qualquer...
A morte que não veio ontem
E talvez chegue mesmo atrasada...
E hoje não há mais nada...
Só o choro que já foi risada...
Um dia como um outro qualquer...
Mais uma fome para ser contida
E mais um vidro para ser quebrado...
E hoje não há mais nada...
Só aquele amor que foi mancada...
Um dia como um outro qualquer...
Alguém chorando na sala de parto
E outro deitado para não levantar...
E hoje não há mais nada...
Só aquele choro na calçada...
(Extraído do livro "Rubianan Decide" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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