sábado, 12 de setembro de 2026

Alguns Poemetos Sem Nome N° 379 *

Nem sotaques baianos

(Povo, me desculpe...)

Podem trazer de volta

Passados carnavais...


Nem a velha fotografia

(Papel que amarelado)

Pode fazer de moça

O rosto envelhecido...


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Cada pedaço dela me traz saudade. Quem dera guardar pelo menos uns fios de cabelo, aquele cabelo castanho, estrela de tardes escondidas. Ou o gosto daquele beijo que nunca senti na boca, mas senti no rosto nos momentos mais ternos de despedida. Se pudesse, inverteria tudo e fazia do seu atual inferno, um novo e louco céu. Os olhos não seriam mais o que são, só tristeza. Quem me dera...


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O vento...

O vento?

O vento!

Noturnas folhas caídas sopradas sem luto,

Quase silêncio duma dessas madrugadas aí,

Só há um barulho de corações dormindo,

Letargia de uma música que se acabou...

O vento!

O vento?

O vento...


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Letras no mármore, no bronze, no cimento,

Com sua nitidez um tanto rígidas ou embaçadas,

O ser veio com defeito de fábrica (assim todos),

Um bloco de sujo indo para todas as direções,

Alegres, quase tristes e até alguns poetas choraram...


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Coisas comuns, muito comuns até,

Sofrer alguma coisa todos os dias,

Até que os dias não seja nem mais...

Figuras fora de todo o alcance,

O tempo vai desbotando a tinta,

Mastiga uma por uma até não mais...


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- Tem alguma novidade aí?

- Não, eu não tenho... E você?

- Ah, pelo menos tenho uma...

- Qual? Conta logo!

- A novidade é que não tem

Nenhuma novidade hoje... 

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