Nem sotaques baianos
(Povo, me desculpe...)
Podem trazer de volta
Passados carnavais...
Nem a velha fotografia
(Papel que amarelado)
Pode fazer de moça
O rosto envelhecido...
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Cada pedaço dela me traz saudade. Quem dera guardar pelo menos uns fios de cabelo, aquele cabelo castanho, estrela de tardes escondidas. Ou o gosto daquele beijo que nunca senti na boca, mas senti no rosto nos momentos mais ternos de despedida. Se pudesse, inverteria tudo e fazia do seu atual inferno, um novo e louco céu. Os olhos não seriam mais o que são, só tristeza. Quem me dera...
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O vento...
O vento?
O vento!
Noturnas folhas caídas sopradas sem luto,
Quase silêncio duma dessas madrugadas aí,
Só há um barulho de corações dormindo,
Letargia de uma música que se acabou...
O vento!
O vento?
O vento...
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Letras no mármore, no bronze, no cimento,
Com sua nitidez um tanto rígidas ou embaçadas,
O ser veio com defeito de fábrica (assim todos),
Um bloco de sujo indo para todas as direções,
Alegres, quase tristes e até alguns poetas choraram...
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Coisas comuns, muito comuns até,
Sofrer alguma coisa todos os dias,
Até que os dias não seja nem mais...
Figuras fora de todo o alcance,
O tempo vai desbotando a tinta,
Mastiga uma por uma até não mais...
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- Tem alguma novidade aí?
- Não, eu não tenho... E você?
- Ah, pelo menos tenho uma...
- Qual? Conta logo!
- A novidade é que não tem
Nenhuma novidade hoje...

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