As folhas secas não acendem,
Não adianta fazer fogueirinha,
Nem aquelas do caminho que papai fazia...
Não há fogo para essa fumaça,
O coração se apagou de vez,
A fumaça é do meu pensamento...
As noites viraram certas manhãs,
O sol não precisa de mais nada,
Temos as cores mais que reais deste pintor...
Talvez o mais simples dos cigarros,
Nas mãos deste mais pobre louco,
Que pensa ainda sobre um vintage amor...
Os carros passam tão calados,
A maldade vai engolindo o mundo,
Não temos mais resposta para tais perguntas...
Quem pode decretar alguma sentença,
Ou ainda nos trazer algum vão consolo,
Se o único barulho que tenho é do meu choro?...
(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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