quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Fumaça Sem Fogo

As folhas secas não acendem,

Não adianta fazer fogueirinha,

Nem aquelas do caminho que papai fazia...


Não há fogo para essa fumaça,

O coração se apagou de vez,

A fumaça é do meu pensamento...


As noites viraram certas manhãs,

O sol não precisa de mais nada,

Temos as cores mais que reais deste pintor...


Talvez o mais simples dos cigarros,

Nas mãos deste mais pobre louco,

Que pensa ainda sobre um vintage amor...


Os carros passam tão calados,

A maldade vai engolindo o mundo,

Não temos mais resposta para tais perguntas...


Quem pode decretar alguma sentença,

Ou ainda nos trazer algum vão consolo,

Se o único barulho que tenho é do meu choro?...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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