domingo, 4 de outubro de 2026

Nenhum de Nenhum

Nenhum é de nenhum

O choro alheio não diz nada

Quem vai cair que caia

Mesmo do alto da escada


O teu dinheiro o teu

A fome alheia não é a tua

Se existe a tua felicidade

Que o outro chore na rua


Mesmo quando dizes que é bom

Isso é uma mentira deslavada

A solidariedade é inexistente

Foi uma mentira inventada


Quem morre é o bicho

O ser humano é que fica vivo

Por que ficar triste por outrem?

Para isso não existe motivo


Nenhum é de nenhum

O choro alheio não diz nada

Quem não tem que não tenha

Que vá dormir na calçada...


(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

Alguns Poemetos Sem Nome N° 380 *

Nada do que eu sei, eu sei

Já esqueci até daquele teu cabelo castatnho

E daqueles teus olhos fora do lugar...


Nada do que eu sei, eu sei

Não escrevi no meu velho caderno quais dias

Que aquelas minhas tardes eram mágicas...


Nada do que eu sei, eu sabia

Podetia ter teu beijo mesmo que roubado

Enfeitado de maldade, assim todo enfeitado...


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Contramão...

Solidão quase escolhida.

Onde está

O que chamamos vida?

Talvez ali no canto

Encolhida...


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Assim como a água acabou,

Meu pobre sonho também...

Assim como o dia acabou,

Outros virão para acabar...

Assim  como as nuvens acabam,

Outras também virarão chuva...


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Nem todos os risos que dei compreendi

O porquê estava rindo...

Nem todos os amores que amei

Deixaram de ferir-me...

Nem todas as nunvens eram tempestades

Mesmo quando todas elas serão...


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De muitas coisas me arrependo,

De outras nem tanto...

Por muitas coisas eu chorei,

Por outras nem tanto...

Muitos amores tiraram meu sono,

Outros me fizeram dormir...

Mas as minhas fantasias, essas sim,

Todas valeram a pena...


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Cada dia é um arremedo do anterior,

Todos os amores são preocupantes,

Todos os pensamentos adoram fugir,

Todas as palavras acabam guaguejando,

Todo medo evita olhar no espelho...


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Todo mistério em mim acabou,

Todas as sombras se dissiparam,

Não sei se pela idade ou pela dor,

Meus versos agora são preto-e-brancos,

Como a TV antiga que o menino via...

Nenhum de Nenhum

Nenhum é de nenhum O choro alheio não diz nada Quem vai cair que caia Mesmo do alto da escada O teu dinheiro o teu A fome alheia não é a tua...