Siga o bando
Qu'eu mando!
Até quando?
Vá esperando...
Até quando não poder mais,
Até cessarem as ondas do cais,
Até a guerra implorar a paz...
Siga o bando
Qu'eu mando!
Até quando?
Vá manerando...
Até quando caírem os dentes,
Até as mãos estarem dormentes,
Até dar remédio aos pacientes...
Siga o bando
Qu'eu mando!
Até quando?
Vá implorando...
Até que o tesão esteja acabado,
Até eu rir porque estou errado,
Até eu notar que estou acordado...
Siga o bando
Qu'eu mando!
Até quando?
Vá delirando...
Até eu pular nessa tal ribanceira,
Até eu acabar com essa tremedeira,
Até eu sair dessa vã pasmaceira...
Siga o bando
Qu'eu mando!
Até quando?
Vá pensando...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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