A culpa é do sol?
É... É... É!
Nocaute perigoso
Onde sensações bailam sem noção
Entre alucionações tão lúcidas até
Moscam que não caem sem ter sopa...
A culpa é do sol?
É... É... É!
Espetáculo cancelado
Tentativa frustado de apenas mais um
Sem noção alguma de que é o adiante
Estrada abandonada de vis peregrinos...
A culpa é do sol?
É... É... É!
Desconhecida palavra
Que entra pela boca e desce na goela
Pedaço de vidro sem ter valor comercial
Mas que mesmo assim continua brilhando...
A culpa é do sol?
É... É... É!
Correntezas delirantes
Feitiços que não deram nenhum efeito
À não ser o brilho de todas as estrelas
Tão longe e perto dos nossos pobres olhes...
A culpa é do sol?
É... É... É!...
(Extraído do livro "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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