Falava mais através de gestos do que por vocábulos. Apontava mais para o nada como qualquer outro. Era mais enganado por si mesmo do que por qualquer um outro. Responsável pela maioria de seus erros, principalmente os que escondeu de si próprio mesmo quando os colocava expostos em praça pública. Está onde deveria pelo menos ter estado fisicamente, entre os mares de seu choro e os lados de seu suor, sem falar dos rios de sua indecisão. Isso importou o que? Quem souber que o responder, pois a lua continua onde sempre esteve...
Perdido como hão de ser os pássaros na noite, eternos incógnitas... Quem sou eu? Eu sou aquele que te espreita em cada passo, em cada esquina, em cada lance, com olhos cheios de aflição... Não que eu não ria, rio e muito dos homens e suas fraquezas, suas desilusões contadas uma à uma... Leia-me e se conforma, sou a poesia...
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Divagações
E o futuro é um passado que tem pressa. Colocarei meus óculos para enxergar menos. Minhas perguntas acabam se cansando. Viver é morrer com u...
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Mesmo quando meu coração pequeno e escuro parar de uma vez, cismado com tempo, cismado com o tempo... E o tempo for malvado ao ser indifer...
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É que nem um rio dentro de um envelope Que hoje o carteiro não trouxe nem ontem... Quase um enigma sem segredo existente Que qualquer bêbad...
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Estou sob delírios sempre... Delírios sem febre, pois não? Estou vivo sem motivo algum... Para viver se precisa deles? Estou embriagado sem ...

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