Ele não tinha nome, a sua história nem tinha título, igual milhares que existem por aí. Algumas até possuem, mas a dele não. Onde foi criado? Talvez em algum lugar que não se lembrava, talvez a rua que é mãe de muitos que são sem mãe. Sem mãe, sem teto, sem a própria calçada que dormem desde sempre ou de alguma data em diante. Alguns infortúnios podem ter seu começo e ninguém sabe qual o seu verdadeiro fim. Chamavam ele de Zé. Não era feio e nem bonito isso. Até o dia que Zé parou de respirar e ganhou um número, pelo menos nos próximos três anos...
Perdido como hão de ser os pássaros na noite, eternos incógnitas... Quem sou eu? Eu sou aquele que te espreita em cada passo, em cada esquina, em cada lance, com olhos cheios de aflição... Não que eu não ria, rio e muito dos homens e suas fraquezas, suas desilusões contadas uma à uma... Leia-me e se conforma, sou a poesia...
quarta-feira, 22 de maio de 2024
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