sábado, 3 de janeiro de 2026

Um Enigma Chamado Renata (Miniconto)

Ela é um enigma, sempre será, tenho certeza disso. No começo, eu só via o lado bom dela, devia ser porque eu a amava. Um amor desses meio esquisito, sabe? Que não foi à primeira vista, foi amor tipo fruta, primeiro a flor, aí vai crescendo, crescendo, até que quando se vê já madurou e não tem mais jeito. Mas com o tempo, o lado ruim se mostrou e mostrou mesmo. E tipo a fruta que passa do ponto e apodrece. Quais as qualidades dela? Eu acho que tem um pouco de cada. E os defeitos? Ah, aí tem muito de todos eles. Dava pra escrever um livro sobre isso. Eu e a irmã dela achamos que ela seja uma psicopata. Não possui empatia por ninguém e nem por nada. Seria capaz de causar a morte de alguém e no dia seguinte estar se descabelando no enterro, quem não conhecesse a bisca ia ter até dó. Com certeza foi a pessoa que mais eu amei (tirando mamãe, é claro e o meu velho também), mas também a que eu mais odiei. A verdade é essa: amor e ódio comem no mesmo prato e bebem do mesmo copo. Por conta disso, acho que eu também sou outro...  

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