quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Dança de Guerra

É o que somos:

Enigmas para serem desvendados

Tolices que são feitas continuamente

Mesmo quando não queremos


Eis aqui os sonhos pelo ar

Mosquitos zumbindo atrapalhando

Nosso pobre e escasso sono


Sempre exageramos:

Nem percebemos que não livres

Acariciamos as nossas correntes

Até o que o inevitável chegue


Eis aqui o impossível amor

Ali está a paixão folha que secou

E que se incendeia veloz


Nossa maldade:

É como agarrar variados espinhos

Todos os soldados irão morrer dia desses

Juntos aos senhores da guerra


Por isso devemos entender

A alegria permanente e sã das crianças

E a sabedoria de todos os bichos...

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