quarta-feira, 20 de maio de 2026

Exposições

As nádegas brancas dele

Que o sol nunca vê

Mas os olhos de qualquer sempre...


Como as ruas são assim?

Os gatos são testemunhas...


As tatuagens vulgares dela

Que fez quando drogada

No despero constante e sereno...


A vida é um monte de lixo?

Somos todos habitantes...


Uma família mais que falida

Em tudo e ainda mais sobretudo

Quando os tiros atingiram pulmões...


Adiantou filósofos chorarem?

Pensar agora não é opção...


Para o mudo uma palavra só

Compreendida ou não

Foge da boca e não retorna...


Para que céu foi meu cão?

Espero que lá não tenha humanos...


As nádegas brancas dele

Que o sol nunca vê

Mas os olhos de qualquer sempre...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Exposições

As nádegas brancas dele Que o sol nunca vê Mas os olhos de qualquer sempre... Como as ruas são assim? Os gatos são testemunhas... As tatuage...