As nádegas brancas dele
Que o sol nunca vê
Mas os olhos de qualquer sempre...
Como as ruas são assim?
Os gatos são testemunhas...
As tatuagens vulgares dela
Que fez quando drogada
No despero constante e sereno...
A vida é um monte de lixo?
Somos todos habitantes...
Uma família mais que falida
Em tudo e ainda mais sobretudo
Quando os tiros atingiram pulmões...
Adiantou filósofos chorarem?
Pensar agora não é opção...
Para o mudo uma palavra só
Compreendida ou não
Foge da boca e não retorna...
Para que céu foi meu cão?
Espero que lá não tenha humanos...
As nádegas brancas dele
Que o sol nunca vê
Mas os olhos de qualquer sempre...
(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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