Era talvez um palco...
Ou melhor, uma arena...
Onde touros e toureiros
Acabavam se confundindo...
Queremos matar ou sobreviver
Ou nem sabemos...
Era talvez um palco...
Ou melhor, uma praça...
Onde meninos brincam
Ou dançam ciranda...
Meninos bons e meninos maus
Isso tanto faz...
Era talvez um palco...
Ou melhor, um picadeiro...
Onde alguém chora
Ou ri demais...
Somos clowns e plateia
Ao mesmo tempo...
Era talvez um palco...
Ou melhor, um grande nada...
Onde todos vivem
E também morrerão...
Todos mortais e imortais
Para a eternidade...
Era talvez um palco...
(Extraído do livro "O Espelho de Narciso" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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