domingo, 11 de janeiro de 2026

Era A Televisão (Miniconto)

É que eu não posso esquecer nunca da velha caixa de madeira com seu grande tubo de vidro e o interior cheio de válvulas engraçadas que até davam certo medo. Ficava em lugar de destaque na velha sala que ainda existe abandonada, num móvel herdado de tempos mais antigos ainda. Martírio quando dava algum problema (várias, incontáveis vezes isso) e alívio quando papai ia buscar seu Armando para consertá-la. Preto-e-branca, antiga mesmo. Dali saíram meu sonhos e meus raros risos em programas que um dia gostei. Mamãe preferia as novelas e meu pai os jornais que passavam. Era tão bom quando morávamos em um local que pegava o quatro! Mas nem sempre isso foi possível... Passados tantos anos, o menino foi embora para não sei mais onde, ficou o velho que quase não assiste o aparelho grande, colorido e perfeito em outra sala maior, mas a saudade sempre fica... 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

POESIA GRÁFICA XCVII *

  RUA  APOLINÁRIO RUA  APOLITÁRIO RUA  APOLIQUÁRIO RUA  ASOLITÁRIO ............................................................................