Vamos comemorar a simples destruição
Que o tempo vem fazendo desde que é tempo
Medido em areia ou sombras ou nas telas...
Mostrar uma falsa esperança que inexiste
Porque como sonhadores por profissão
Esta é a nossa tarefa como quem enxuga gelo...
Comida feita para não ser nunca comida
Champanhe aberta para não ser bebidas
Roupa nova para encobrir nossa feia estética...
Banquete etílico, meu senhor, banquete etílico
Mesmo quando uma gota de álcool não vai na boca
E a brisa leve não é mais do que simples vento...
Onde estão as alegrias que rebentaram ontem?
Hoje alguns miseráveis dormem e outros não
Apesar de que cada um tem um quê de miserável...
Ontem foram vendidas novidades já esperadas
Doces e chinelos e leques para a falsa elite
Tudo num lindo branco de cor cinza-carvão...
Hoje a sujeira do mundo espera quem limpe
A esperança no formato de um falso carnaval
Esperando todas as tragédias possíveis...
(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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