Aqui nesse nosso mundo tudo chora até a hiena
Chora de tanto rir e de tristeza que dá até pena
Chora também o mais engraçado dos palhaços
Quando olha para trás e só enxerga fracassos
Choro eu quando nos meus olhos entra fumaça
Antes eu vi que a vida é mais que uma ameaça
Chora pai, chora mãe, avô, avó, o tio e a tia
Quem tem a vida plena e o que tem alma vazia
Tanto aquele que está no abrigo ou no temporal
Aquele que começou a partida ou está no final
O cara enchendo a cara e o que não bebe nada
O que foi aplaudido de pé e o que levou porrada
O que sabia de tudo ou o cara mais ignorante
O que viveu um século ou que viveu um instante
O que vive em paz e o que dorme sob bombardeiro
O que chora na internet ou que chora no banheiro
No sexo entre ele e ele e no sexo entre ela e ela
Naquela mansão bonita ou no barraco na favela
Aqui nesse nosso mundo tudo chora até a hiena
Chora quem está com raiva e quem está com pena...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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