A poesia era um caminho sem volta
depois que chega o vício dos versos
não há mais silêncio que possa contê-los...
Estava eu em um jardim abandonado
procurando algumas sobreviventes rosas
mesmo não estando mais na estação...
A poesia era uma escada dos sonhos
que aparecia nos meus sonhos profundos
e não era mais medo e sim um brinquedo...
Estava eu treinando meus muitos voos
como se todos os dias fossem ensolarados
e ventos levassem águas para bem longe...
A poesia era o mais simples dos enigmas
a tábua de salvação para meu naufrágio
e a mais sublime declaração de meu amor...
Não chore quando chegar a minha hora
é que todas elas acabam logo chegando
e tentar evitá-la é a maior das mentiras...
A poesia era como um espinho em mim...
(Extraído do livro "O Espelho de Narciso" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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