sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Insaneana Brasileira Número 6 - São Quando Muito Brinquedos Apenas e Olhe Lá


será que basta beber contigo? será que basta beber até vomitar? será que basta negar mais que três vezes? porque se for assim meu grande amor tudo bem eu minto pra você com a cara mais deslavada e lavo meus pecados na pia do banheiro é ressaca eu bebo água é vontade que esteja em pronta ereção apesar de vazio o desejo supera muitas coisas com doces retoques ah foi bom me trair? faça de novo a maldade precisa que o tanque esteja cheio e o motor me ordem o atropelamento acontece quando menos se espera e nem fui eu que quis é a consequência natural de tudo que humano é não reclame foi o pedido que você fez para o garçom não reclame eu pago a conta e ainda dou a gorjeta sou menino educado saberei como ser bom carrasco é só colocar a cabeça e fechar os olhos deixarei boas marcas de dentes para que suspires não vou conjugar verbos solenemente prometo se você não me acreditar era tudo igual quando eu cheguei e eis que acabei bagunçando tudo era tudo igual e mesmo assim não fiz questão alguma absoluto e relativo são apenas questões absolutamente relativas ou relativamente absolutas agora e sempre amém não tente correr não corra está tudo guardado em várias pastas na minha área de trabalho é só ir até lá que eu acho tudo não importa que você vire a cara nem faça bico a minha vingança anda na ponta dos pés é um balé frenético feito de detalhes que passam despercebidos você que pediu aí está não posso mudar nem mudo esqueça já é tarde e o capítulo da novela já começou é a reprise do final que teve ontem e agora que repete interessa mais foi um bom final como quaisquer outros quanto mais complicado mais simples qualquer critério de avaliação serve qualquer história serve pra ser contada nem eu e nem você sabemos falar outra língua apenas fingimos que sabemos esqueça isso foi bom enquanto não durou faça de conta que o errado sou eu e está tudo bem faça de conta que a fogueira está preparada e daqui alguns minutos o bruxo será queimado ele fazia artimanhas com qualquer nome feio e isso é o que agora importa...

Insaneana Brasileira Número 5 - O Problema do Nove

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ai que me mato qualquer hora dessas e continuo vivendo por aí em doces transes ai que reconfiguro qualquer dia esse PC antes da nova ceia de tristes cavalheiros ai que me estranho e começo a me indagar sobre segredos novos e aí não paro mais e transcodifico qualquer sonho que aparecer desprevenido falta pimenta nesse angu e olhe lá há muito que eu quero pequenas maldades de esquina e risos novos não sou que escolheu tal tema para recortar canções de velhas paredes elas estão lá são tintas velhas e o tempo as desbota como o estabelecido no contrato até agora nem sei depois de feita qualquer conta dá zero vá lá e bata nele diga que assim dói menos e por enquanto estamos conversados não foi nada demais nem demenos hoje não falo com ninguém cansei meus ossos num passeio qualquer e a carne verde na mesa falta olhe lá que teimosia eu rimo em preto e vermelho quantas vezes quiser agora se você não sabe deveria saber ai que coisa boa pensar em algo que está no impossível tá que seja ou não eu bem podia falar certas coisas mas os sentidos estão sentimentalmente sem grãos grãos de pólvora ou grãos de bicos ou lentilhas num compromisso de ver um relógio indo nem me deu tchau ele nunca dá o mel esquenta e o dendê esfria e ainda em algumas ocasiões gritarei pois é melhor assim que ninguém escuta tirei as maiúsculas os pontos as vírgulas pra não engasgar sua educação é nenhuma mas sentemos logo há pão e vinho suficiente para novos feitiços o que foi que houve? você nem me cumprimentou disse que vinha mas não veio disse que seguraria minha mão antes do abismo mas sorriu e virou as costas e foi embora quem é você para me fazer tal coisa? o mau aqui sou eu e faço coisas boas eu que rio em rios de água e sal se não me entende tudo bem acostumejei tanto mais que isso é logo é já é mente ou não dê-me os castelos que prometeu mesmo que seja em pelo como um cavalo bravo que não quer ser montaria eu vejo depois o que pode acontecer deixe comigo pois entendo mais de carícias do que pode imaginar as teclas perdem as contas mas eu não eu conheço o paraíso estive muitas vezes lá mesmo que prefira o inferno o teu inferno o teu sofrer em outra pessoa não que seja em mim mesmo hoje e sempre... 

Insaneana Brasileira Número 4 - Teste de Balística


os homens falavam coisas grandes em altos discursos e ainda mais um pouco mas não sabiam nada quando muito tal palavra e olhe lá somos sérios como doentes terminais e iminentemente pulamos as poças d'água em dias mais insanos in sanos gastando latins emprateleirados para consumo imediato eram pianos sem elevadores que os levem até o último andar pianos de cauda magníficos que jogados do alto viram corpos marcados com giz na cena do crime antes jornal hoje rede social depois apenas a marca do frio no chão porque é frio como um teste é a rima que morreu sem deixar herdeiros e o estado ficou com tudo sentiu toda a dor beijou beijos que só são encosto de boca foi isso não foi beijo foram duas carnes se encostando em forma de várias formas e nada mais o um não virou dois como devera ser pássaros cantam a sim pois o dia teima e nasce foi parido até vezes mais do que merecíamos é o tal problema que se segue em alto brado retumbante estamos ser estar sem bem-estar sem nem estar sem quá quá quá sem lá lá lá e a culpa dança loucamente pela poeira e cai até mas se levanta de todos os túmulos eram questionários irrespondidos foi aquela gozada que eu te dei e nem me arrependi por falta de ensejo foi e foi e quem me dera estar ali mais vezes que pudesse nem santo nem demônio apenas apenas com minhas penas e pronto ponto afronto e dúvida mais que a maoria a guerra ainda procura novos ficantes e hora ou outra os há de achar serão felizes para sempre alguns minutos e um dia talvez se encontrem novamente até que a morte me separe ainda muitos decalques serão colados na branca geladeira e nas paredes de azulejo também nem todos são azuis mas são somente tons clarinhos ou desenhos fora do papel é isso descobrimos a chave mágica a chave do tamanho do mundo e umas besteiras contadas aqui e ali e no mais só isso...

Insaneana Brasileira Número 3 - Até Nas Chuvas


a mãe de Sula anda nessas chuvas com um sorriso trincado naquilo que um dia foi lábios mas que risida de nossa cara cate que cate coisas velhas e espalhe por outros lugares é lixo sim e vale mais que se pensa a confusão muitas vezes vale mais que tudo só as crianças conhecem os segredos de El-Rei e têm olhos fixos em tudo de resto enguecemos ou encegamos conforme o riscado ah guela torta cheia de sede mais uma só não é demais todas sedes são perdoáveis e mesmo mortos hoje já andaram nus eu nan tenho nada com isso eu noa fiz nada de mais era ansim no dia desses não peguei o avião nem fiz manobras vamos ali no china olhar tan coisas e nem sei mais o que houve Chico diz tudo mas ninguém quer escuitar Ziquinha e aí reside todo mal o mal de sentar de cômoda na sala sempre às oito pedindo que nada aconteça até o dia de sei lá quando tem mais outros muitos mais tudo passa mesmo Dindim até o passaredo que devia ficar eu nem me lembro mais que tanta letra é essa mas tudo bem adociei o bastante essa vida tola até que chegasse um outro tom é noite em alguns mais cantos e nem por isso a louca deixa de andar o senhor tem um cigarro aí? eu quero fumar eu preciso fumar eu gosto de fumar eu sou obcecadamente talmente a mente preciso de um descanso a cada milanos se quando muito e faço abrevidades de somais como ninguém o possa eu e o meu verbo no mei em estranho esquálido desfile de todas as bandeiras pavilhões modernos de fullscreen ainda mais carente do que antes outrora teve alguns tempos só de mim em que errar era coisa normal desde que fosse mais certo são anos e anos que não haveriam mais o que deixar para trás um Chico e outro senhores doutores a peça começa nessa a brasa reflete ao longe e ainda um outro riso estridente...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Insaneana Brasileira Número 2 - Até Que Não


até que não moça bonita o que falha na verdade veio é assim espere um pouco se esperar basta e quando menos o riso vem é tudo surpresa nessa vida até o que se espera vem mas vem de outro passo entendeu? por ser complicado é que fica mais simples e simples ou enrola ou não depende de quantos copos engoelados fizemos entendeu? adivinhe a cor rosa dessa rosa cor-de-rosa e me ganhe um beijo entendeu? se não me fale que o prêmio pode também ser dos perdadores uma duas três eita quem sabe até mais é preciso dar muitos passos pra se chegar perto enquanto o longe fica logo depois da curva do caminho é preciso só ter engolicidade pra hora certa nada mais é old e gold e tals e sem mais delongas que venha a tonteira doce e mais que doce de céus e outros ares simples simples que nem o mingau no prato e o bebê sorrindo esses sim sabem o que fazem até que as regras desregrem tudo e faça da dança um desfile militar ah Ziquinha tu é má mesmo hein mãe da porra tu deixou a menina pentear o cabelo e fica com cara de velha? deixa pra lá a conta no caderninho da venda deixa pra lá tão nobres questões o fogo sobe pelas pernas pra lá no meio e isso não se controla ou evita é bom gozar em qualquer sentido ou em nenhum se for de preferência tal imagina eu no cadeirão ditando ordem esse aí deve ser meu gêmeo porque nunca fui assim nem pretendo muito quando eu rezar será falando e me ouvirão do mesmo jeito qualquer cidade serve desde que haja algum passarim e algum jardim que me faça carinho o resto manda-se um torpedo e esquece-se a resposta perguntar é o suficiente sem prabolagem alguma que trapalhe a dita a lida foi feita pra cansear algumas vezes e outras não é romance de pesca de rio se o mar falta...

Insaneana Brasileira Número 1 - A Apresentação


é esse problema Ziquinha viver e vivenciar mais que se pode e aos trancos o coração trancado beija as fotos antigas e retem coisas mais somenos feias pros olhos arderem inventar velhas coisas transformar aqui e acolá e vamos que nem ioiô por aí olhos esbugaiados sem ter medo porque o medo faz parte e é só isso um medo pai-d'égua que nos avicia em tudo e em nada se caímos do andaime é só mais clique numa página social e só nossa nossa nossa ficou mais que lindo essa exclamação de medo cotidianamente normal urbana rural em tempos de guerra permanente cadê o cara? ainda não chegou mas já vem levou nove meses embarrigado mais tantos pra aprender todo salamaleque que necessita e lhe assinaram carteira de burro viu tudo que não queria ou quis tudo que não viu e dá no mesmo os quatro elementos já bastavam quando muito e bau perdeu a chance de ser vento ou chuva ou os dois além de sol o que mais lhe fez enxergar tirou a visão e os sons que se embaralhavam num jogo feio quebraram o silêncio que dizia bem mais é por isso que às vezes sempre é bom virar a cara pra parede e dormir ou sair descalço pela rua chamando de fiodaputa o primeiro desinfeliz que aparecer pelas ventas tudo ou nada ou ainda as duas coisas paradoxal de vela acesa tremendo na ventania sem se apagar ó Dindim cadê aquele caderno? tinha tanta coisa pra pular e acabar de vez vá que eu ainda encontre uns tempinhos escondidos na manga e goze de tudo que der a besteiragem de mi vir pelo caminho sombrado foi tão bom uns tempos atrás vai que seja de novo e eu nem me liguei nessa contravenca é que o Demo faz muita hora extra tanto dentro como fora dos olhos quando não bate ponto numa igreja dessas de fuleragem por aí nesse mundeco de meu Deus opa opa opa se botar gasolina nessa fubica ela ainda roda tem ruas velhas com alguma compaixão e se o freio der na mão até que engraçado fica vamos jogar qual jogo que for depois de certo tempo linhas de caderno não guiam saletras e mão treme que nem dando passe lá na mesa branca confie em mim só um tiquinho malvado é que sou mas assim mesmo tuguenta o tranco é tudo história história como qualquer uma somos exagerados quase o tempo todo ou tempo nenhum se for de perto vamo que vamo não importa e se der algum piriri foi de emoção emocionados e amancebados com as rodilhas da vida inteira mede e remede que um dia dá...

Acho Que Já Conheci Tudo

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Acho que já conheci tudo
Pelo menos o que devia conhecer
Assisti a espetáculos mudo
Com medo apenas de morrer
E vi flores murcharem
E vi folhas caírem
E tantos ventos passarem
E tantos meus sonhos irem
Se alguma coisa a mim falta
Não faço nenhuma questão
A minha febre está alta
E funciona mal o coração
Os pés não obedecem mais
Os dedos estão adormecidos
Se passaram tantos carnavais
E nem todos foram vividos
Acho que não há o que conhecer
E se acontecer não faz mal
E se o escuro em volta crescer
É só fechar os olhos e tal...

Carliniana CXXXIII ( O Grão Nosso de Cada Dia )

Cada dia um grão... Olha o trem chegando na estação! Vou no armarinho comprar uma estrela de papel Vou colocar as velhas asas pra poder entã...