Nenhum é de nenhum
O choro alheio não diz nada
Quem vai cair que caia
Mesmo do alto da escada
O teu dinheiro o teu
A fome alheia não é a tua
Se existe a tua felicidade
Que o outro chore na rua
Mesmo quando dizes que é bom
Isso é uma mentira deslavada
A solidariedade é inexistente
Foi uma mentira inventada
Quem morre é o bicho
O ser humano é que fica vivo
Por que ficar triste por outrem?
Para isso não existe motivo
Nenhum é de nenhum
O choro alheio não diz nada
Quem não tem que não tenha
Que vá dormir na calçada...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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