domingo, 4 de outubro de 2026

Nenhum de Nenhum

Nenhum é de nenhum

O choro alheio não diz nada

Quem vai cair que caia

Mesmo do alto da escada


O teu dinheiro o teu

A fome alheia não é a tua

Se existe a tua felicidade

Que o outro chore na rua


Mesmo quando dizes que é bom

Isso é uma mentira deslavada

A solidariedade é inexistente

Foi uma mentira inventada


Quem morre é o bicho

O ser humano é que fica vivo

Por que ficar triste por outrem?

Para isso não existe motivo


Nenhum é de nenhum

O choro alheio não diz nada

Quem não tem que não tenha

Que vá dormir na calçada...


(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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