Febre constante
De origem desconhecida...
Algum delírio
Desconhecendo a sintomatologia...
Dificuldade respiratória...
Foi o amor ou foi uma virose?
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Falaram de primaveras,
Sim, falaram mesmo...
De alguns sonos também,
Herança da noite passada...
E dessa vontade de voar
Que até me dói...
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Para o que quase foi,
Alguma coisa...
Para o que não foi,
Nada nos restas...
E um gato andando
Por cima do muro
Tão tranquilo...
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Repito quantas vezes que assim o quiser
Tanto a sua lembrança quanto minha dor...
Escuto passos silenciosos no corredor
Talvez até o fantasma do que um dia fui...
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A madrugada é minha...
Nela faço desfilar um bloco
No carnaval mais silencioso de todos
Como qualquer sonhador com seus sonhos...
É um alarido só em meu peito! Um alarido só!
Amanhã meus olhos estarão fechados,
Tudo voltou ao normal...
A madrugada é minha...
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Tempos tristes estes...
Mais tristes do que nunca...
Onde cada um olha para o lado
E assim segue seu caminho
(Se é que ele existe)...
Onde cada medo é do portador
E cada tristeza também...
Tempos tristes estes...
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Esqueci a letra
Não sei mais a melodia
Todos os detalhes agora fogem
Como te olharei mais
Se até me faltam olhos?

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